Abram alas, meu bloco esta na rua !

Queridos cheguei! Mas, estrear esse blog foi uma verdadeira tarefa terapêutica! Passei por um verdadeiro teste de personalidade e tive que encarar de frente todos os meus complexos: excesso de perfeição, medo da crítica, arrogância, incompetência, enfim, tudo que eu já sabia de mim, mas outras tantas revelações que vieram à tona e que certamente virão se eu aguentar! Ai de mim!

Eu penso que penso, logo gostaria de escrever! Tenho muito o que contar, ainda que seja somente para colocar para fora da minha cabeça esses pensamentos perambulantes! As ideias ficam bailando, pedindo para serem expressas, tudo muito arrumadinho até que começo a digitar! Aí começa meu inferno astral; de cara entra em cena meu complexo didático de professora me fazendo indagações metodológicas: “Vai escrever o quê? Para quem? Como?” Então levo horas a fio tentando responder a essas malditas questões e então desisto! Ponto para o complexo!

Depois fico com vergonha de minha covardia e insisto. Sai para lá maldito, me deixa em paz! Fecho meus ouvidos para não ouvir a voz do intruso e recomeço minha escrita; outro texto, claro!

Então decido que vou escrever, de maneira leve, livre e solta, sobre as coisas que tenho observado e vivido aqui na França desde 2014, quando me mudei para cá. Começo super entusiasmada; daí a pouco vem uma inquietude e começo a me perguntar se estou bem fundamentada, se o que observei corresponde à realidade, se não estou correndo o risco de dar informações deturpadas… Ah há! Mais uma vez estou completamente dominada por meu medo de botar meu bloco na rua! Percebe?

Abri uma pasta para rascunho, pois arriscar escrever diretamente online, jamais! Vá que o texto resolva autonomamente se mostrar antes que eu lhe autorize!!! Assumo! Sou controladora, além do mais! Desta forma, minha pasta de rascunho está plena, muitos textos começados e outros até mesmo terminados e o blog completamente vazio.

Mas se você está lendo é porque, óbvio, criei coragem e postei! Se rasguei o hímem acho que agora vou engravidar e parir tudo que tenho direito e assuma o filho quem quiser; afinal uma “pipoca” a mais e uma a menos na rua, que diferença faz?! Ou faz?!

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